"Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor Soberano é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; ele me habilita a andar em lugares altos..." (Habacuque 3:17-19)
Este é um dos meus versículos favoritos, um dos primeiros que aprendi, enquanto nova convertida. Conheci através de uma música que um dos grupos de louvores da época cantava:
"Inda que a figueira não de flores,
a videira seus sabores,
ou que o trigo negue o grão.
Ainda que meus campos não deem fruto,
e me roubem o produto
do meu sangue, meu suor.
Mesmo que em minha própria sorte
não encontre quem conforte
meu aflito coração...
Mesmo assim Senhor a Ti eu canto,
pois consolas o meu pranto,
me das força e proteção.
Eu louvo a Ti Senhor... Eu louvo a Ti!!!"
Infelizmente não encontrei a melodia em lugar nenhum, mas as lembranças dessa época já serviram pra me animar o coração. As memórias de uma época antiga e as recentes palavras de um amigo, foram instrumentos que Deus usou pra me ajudar a lembrar o quanto Ele sempre deseja cumprir seus propósitos em nossa vida.
Desejamos tantas coisas, fazemos planos irrefletidamente, criamos expectativas irreais a respeito dos outros, a respeito de nós mesmos. E quando as coisas não saem conforme achamos que deveriam sair, o mundinho que criamos em nossa mente começa a ruir.
Estes versículos me levam a perceber que nos frustramos porque nossas expectativas normalmente estão no lugar errado. Pensamos que nosso sustento virá de nosso trabalho, o amor virá do relacionamento com nosso parceiro, a segurança virá dos cuidados que tomamos e, quando tudo não acontece dessa forma, ficamos perdidos.
Se ao menos permitíssemos que o Senhor fosse o centro de nossa vida, de verdade, entenderíamos que trabalhamos onde Ele nos colocou, e ficaremos lá enquanto esse for o propósito dEle. Nosso sustento não vem de nosso trabalho, mas do Senhor que nos deu esse trabalho. Assim também acontece com a nossa segurança.
Desejamos tantas coisas, fazemos planos irrefletidamente, criamos expectativas irreais a respeito dos outros, a respeito de nós mesmos. E quando as coisas não saem conforme achamos que deveriam sair, o mundinho que criamos em nossa mente começa a ruir.
Estes versículos me levam a perceber que nos frustramos porque nossas expectativas normalmente estão no lugar errado. Pensamos que nosso sustento virá de nosso trabalho, o amor virá do relacionamento com nosso parceiro, a segurança virá dos cuidados que tomamos e, quando tudo não acontece dessa forma, ficamos perdidos.
Se ao menos permitíssemos que o Senhor fosse o centro de nossa vida, de verdade, entenderíamos que trabalhamos onde Ele nos colocou, e ficaremos lá enquanto esse for o propósito dEle. Nosso sustento não vem de nosso trabalho, mas do Senhor que nos deu esse trabalho. Assim também acontece com a nossa segurança.
"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono." Salmos 127:1-2Quando o Senhor faz realmente parte de nossas vidas, seu amor transborda de nossos corações, e nossos relacionamentos são inundados por esse amor. Não exigimos que o parceiro nos preencha, pois o amor de Deus já nos preencheu, e nos contentamos em compartilhar um com o outro o que temos recebido dEle.
"E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado."Romanos 5:5
Quando permanecemos na Videira, e a Videira em nós (João 15:5), não importa a confusão que se estabeleça a nossa volta. Aparentemente pode estar tudo errado, diferente do convencional, do esperado, mas sempre poderemos cantar como Habacuque: "ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação." Quando permanecemos na videira, não permitimos que as circunstâncias nos definam, mas somos definidos por aquilo que acreditamos.
Em seu livro "Ponha ordem no seu Mundo Interior", Gordon MacDonald faz uma interessante analogia entre os problemas que enfrentamos, bagunçando tudo ao nosso redor e a forma que lidamos com eles dentro de nós:
"Tenho um amigo, oficial da marinha, que certa vez fez parte da tripulação de um dos submarinos nucleares dos Estados Unidos. Ele me relatou uma experiência que teve, certo dia, quando o submarino estava nas águas do Mediterrâneo. Naquele dia o tráfego estava muito intenso na superfície do mar, e eles estavam sendo obrigados a fazer manobras rápidas para evitar colisões.Na ausência do capitão, esse meu amigo era o oficial de serviço, e tinha a responsabilidade de dar as instruções acerca do posicionamento da nave a cada momento. Como a movimentação estivesse excessiva, o capitão, que estivera recolhido aos seus aposentos, surgiu repentinamente na ponte de comando, e indagou:— Tudo bem aí?— Sim, senhor, replicou meu amigo.O capitão correu os olhos por ali, e depois virou-se em direção da escotilha, para sair. No momento em que descia, disse:— É, a mim também me parece que está tudo bem.Esse simples diálogo de rotina entre um comandante naval e um de seus oficiais representou para mim uma proveitosa ilustração do que se passa em nosso mundo interior, quando ali há ordem. Em torno daquele submarino havia uma constante ameaça de colisão. E o perigo era bem sério, fazendo com que qualquer capitão responsável se sentisse preocupado. Mas era um perigo externo. No interior da embarcação, bem no fundo dela, havia um compartimento tranqüilo onde se tinha nas mãos o controle de todo o navio. E fora a esse local que o capitão instintivamente se dirigira."Minha oração é que Possamos permanecer ligados à videira, deixando nossa "ponte de comando", nosso coração, nas mãos do Nosso Senhor Jesus, "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós."1 Pedro 5:7

